quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Estante vai de Férias...



Até Setembro não há "Estante Acidental" no jornal.
Aqui escreverei à medida que a preguiça me permita...

BOAS FÉRIAS!!!!

Abraços, Beijos e outras manifestações de afecto.......

segunda-feira, 26 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL de J.K. Rowlling

“A magia da linguagem é o mais perigoso dos encantos." Edward Bulwer-Lytton

Foi por volta de 1998, (não consigo ser mais preciso que isto) que li na revista Time que havia um fenómeno editorial chamado Harry Potter que estava a revolucionar a literatura dita juvenil. Fiquei atento, porque tudo o que faça com que as pessoas leiam, creio que é boa politica. E quando foi publicado em Portugal, já devidamente publicitado, creio ter sido dos primeiros a lê-lo. E sobretudo a ficar cliente. Posso aqui admitir que fui dos que, aguardava com ansiedade a data de lançamento de cada novo volume da estória. Sei que há determinados circulos em que esta literatura globalizada não tem muitos adeptos. Mas enfim, também há que reconhecer que ainda há muito pedantismo na hora de se reconhecer o que se lê e o que se gosta de ler. Para não falar no que se diz que se lê... Eu, que aqui falo por mim, entrei de cabeça neste mundo que acompanhou Harry Potter e os seus amigos e inimigos, desde a entrada no colégio de Hogwarts até à idade adulta. O segredo do sucesso destes livros está, parece-me, em criar elementos ou personagens com os quais nos possamos relacionar ou identificar de qualquer forma. Nestes livros há vários, a muitos níveis. Há Amizade, Lealdade, Dor, Perda, a presença sempre próxima do Mal. Mas há sobretudo cenários que transformam o fantástico e o mágico em algo em que podemos acreditar. Na minha duvidosa qualidade de produtor de sugestões de leitura, estes livros são do melhor que se pode encontrar para ler, de forma descontraída e descomprometida. Se todavia, acharem que este género e forma é de facto para outras idades mais leves, ofereçam-nos, porque quem os receber vai gostar. Tendo dito isto, mais acrescento que a magia destes livros é real, funciona de facto, transformou a sua autora numa das pessoas mais ricas do Mundo…e a mim, pelo menos, deu-me algumas muito boas horas de prazer. Boas Leituras!

PARA A SEMANA: O SENHOR DOS ANÉIS (TRILOGIA) de J.R.R. TOLKIEN (EUROPA AMÉRICA)

NA MESINHA DE CABECEIRA: O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO de Felipe Pena (Record)

NOTA – Para quem puder estar presente: lançamento do livro "A Violência da Natureza" da autoria de Florindo Silva e Rui M. S. Sousa em edição de autor, dia 31 de Julho, pelas 15.30 horas no Museu da Cidade – Campo Grande, Lisboa.

www.estanteacidental.blogspot.com


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Para as Férias



Como nos conceitos de fast e slow food, vou experimentar uma de slow reading para as férias.

Este já está na praia...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Lançamento de Livro



No próximo Sábado dia 31 de Julho, no Museu da Cidade (Campo Grande - Lisboa) pelas 15,30.
Votos de Sucesso aos autores!!!

domingo, 18 de julho de 2010

Entrada Nova - Oferta da Zaclis


Gentil oferta da Zaclis, que tivemos (eu e Dalila) o prazer de reencontrar por terras de Portugal.
Assinado pelo autor "na expectativa dos comentários."

Numa primeira abordagem parece o presente perfeito para o vizinho do lado :)

Já comecei e estou a gostar. Para já promete.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O PADRINHO de Mario Puzo

“A família é um conjunto de pessoas que se defende em bloco e se ataca em particular." Diane de Beausacq

Continuando com boas leituras, e aproveitando os meses estivais, proponho esta semana um livro que li há mais de vinte anos e que conservo até hoje como um dos que melhor entretém. O Padrinho. Um dos exemplos de grandes narrativas que foram glorificadas pelo cinema, é esta saga da Familia Corleone, ou mais precisamente da Familia Andolino da aldeia de Corleone na Sicilia. É definitivamente um livro de culto. È o primeiro a tornar o fenómeno Máfia, num conceito global. Introduz toda a parte cerimonial e iniciática dos “made men”. Transforma todo um léxico hermético numa linguagem global, hoje em dia, os termos “capo”, “capo de tutti capi”, “consiglieri”, “omertá” e muitos outros, são de uso e reconhecimento fácil. Há uma mitologia que se desenvolve a partir desta obra de Mario Puzo. A noção de honra e divida é magistralmente introduzida na primeira cena, que decorre a par do casamento da filha de D. Vito Corleone, na visita de Amerigo Bonasera, agente funerário, que vem pedir justiça para a sua própria filha, violentada e desfigurada por rufiões. A pausada introdução a um mundo onde a honra se lava com sangue e o poder assenta numa violência extrema, a descrição da gestão dos equilíbrios do submundo da “onorata societá”, deu uma visibilidade impar a este género de crime organizado. Mais do que isso, deu um “glamour” próprio à actividade dos “mafiosi”. Creio que como muitos dos livros celebrizados pelo cinema, por vezes existe a tentação da comparação, o que nem sempre é justo, quer para os livros, quer para os filmes. Há um pormenor neste, é que foi pensado de inicio como um guião cinematográfico que, ao ser recusado, se tornou num dos livros mais lidos e vendidos de sempre, acabando por ser, inevitavelmente produzido na conhecida série de filmes. É um excelente livro. Uma estória fundamental.E uma aposta certeira para quem ainda não leu. O facto de se ter visto o filme não desculpa. É obrigatório. Não vão acordar com uma cabeça de cavalo ao vosso lado na cama…Boas Leituras!

PARA A SEMANA: HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL de J.K. Rowlling

NA MESINHA DE CABECEIRA:

Continuam:

ESCRÍTICA POP de Miguel Esteves Cardoso (Assírio & Alvim)

CICATRIZES DE MULHER de Sofia Branco (Publico)

INÉDITOS de Antoine de Saint Exupéry (Casa das Letras)

CRÓNICA DO PÁSSARO DE CORDA de Haruki Murakami (Casa das Letras)

OS ANAGRAMAS DE VARSÓVIA de Richard Zimmler

terça-feira, 6 de julho de 2010

A VOZ DO VIOLINO (DIFEL) – O CHEIRO DA NOITE (DIFEL) e A CONCESSÃO DO TELEFONE (EDITORIAL PRESENÇA) Andrea Camilleri

“O bom humor é a única qualidade divina do Homem” Arthur Schopenhauer




Começa agora o tradicional trimestre em que se distribuem as férias da maioria, neste periodo, creio, lê-se mais do que no resto do ano. Ou pelo menos passeiam-se mais livros em praias e esplanadas. Para ajudar no efeito, vou tentar aconselhar algumas leituras estivais. Começo com um trio de livros que li de uma assentada. A Voz do Violino é mais um policial do que já se tornou, para mim, num autor de culto, Andrea Camilleri e a sua fabulosa personagem o Inspector Salvo Montalbano. É mais uma estória pontuada por um humor muito particular e um ambiente siciliano ímpar. O Cheiro da Noite também está completamente ao nivel do que nos habituou Camilleri, com um caso de burla e homicidio com um desfecho bastante original. Neste dois livros vamos penetrando no universo Montalbano, suas características e personagens, algumas absolutamente geniais. São livros de leitura fácil e compulsiva, que garantem sempre um bom par de horas de encontro, com um mundo tão diferente e semelhante do nosso, como é a Sicília contemporânea. Guardei para o fim a “piéce de résistance”, A Concessão do Telefone. Um romance não policial e sem Montalbano. Passado em Vigáta, como os anteriores, mas com um desenho diferente. É a estória de Filippo Genuardi e a sua luta particular para que lhe seja concedida licença para instalar uma linha de telefone privada entre a sua casa e a do seu sogro no ano de 1892. O que resulta a partir desta ideia inicial é um livro completa e magistralmente escrito, num registo absolutamente Camilleriano. Um humor absolutamente fora do vulgar e uma condução da trama a um desfecho fenomenal. A estória é-nos descrita por três vias. A primeira é a correspondência trocada entre Genuardi e as autoridades competentes (ou não) para atribuição das licenças necessárias e as demais personagens, a segunda são diálogos entre as personagens e a terceira a intervenção de um narrador. Resulta. Completamente. E é, sem dúvida um dos livros mais divertidos que li nos ultimos tempos. Não percam. Boas Leituras!

PARA A SEMANA: O PADRINHO de Mario Puzo (11 X 17)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A FOGUEIRA DAS VAIDADES de TOM WOLFE (D. Quixote)

“Não ter vaidades é a maior de todas” Millôr Fernandes

Ainda não tinha tido a oportunidade de aqui mencionar um dos meus autores favoritos, Tom Wolfe. De ficção apenas publicou três obras, e com longos espaços de tempo entre elas, a saber, este “A Fogueira das Vaidades” em 1987, “Um Homem em Cheio” em 1998, e por ultimo, “Eu sou Charlotte Simmons” de 2004, que ainda não li. De não-ficção tem bastante mais produção, da qual destaco “Hooking Up” de 2000 (está editado em Portugal com este titulo pela D. Quixote) e que já li e aconselho. Uma viagem mordaz pela América do final do século passado. Voltando ao titulo desta semana, “A Fogueira das Vaidades”, é um livro que nos transporta ao auge do universo “Yuppie” dos anos oitenta, com os “Reis da Bolsa” ou “Masters of the Universe”, como a eles se refere Wolfe neste retrato atento. Nesta “fogueira” arde Sherman McCoy, que, da elite do mundo da alta finança, vai, por um atropelamento e fuga no Bronx, descer ao inferno dos tribunais comuns. É uma estória de queda de um poderoso. A própria distância social que é muito bem retratada por Tom Wolfe, entre as classes visadas, provoca ela própria essa queda. O episódio que tudo precipita, é um exemplo disso, do medo e preconceito que certas classes poderosas tem de ambientes que não lhes são familiares.Sherman e a amante perdem-se num labirinto de ruas no Bronx, e, sugestionados pelo facto de não se encontrarem em território conhecido, em pânico, atropelam um jovem negro e fogem sem prestar auxilio. A estória começa quando Sherman é identificado como autor do crime. O julgamento começa no Bronx, com Sherman no papel do tão desejado “Grande Réu Branco” que um ambicioso Promotor Publico sempre sonhou.Muito bom livro de um excelente autor. Boas Leituras!

PARA A SEMANA: de Andrea Camilleri - A VOZ DO VIOLINO (DIFEL) – O CHEIRO DA NOITE (DIFEL) e A CONCESSÃO DO TELEFONE (EDITORIAL PRESENÇA)