segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Scandal New Season

A acabar de ver o primeiro da nova série :)


Acaba com ao som desta maravilha:



Third Person


Muitos e bons atores. Uma história triste, sobre perdas. Podia ser verdade de tão bem contada. Ok, não é o "Crash", mas vê-se bem. :)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A SORTE QUE MOVE O DESTINO de Matthew Quick (Editorial Presença)

"A esperança é o sonho do homem acordado." Aristóteles



Por vezes acontece. Na vida como nos livros, há boas surpresas. Cheguei a este “A sorte que move o destino” por via de um filme “Guia para Um Final Feliz” que em 2012 surpreendeu muita gente com um excelente argumento e com muito boas interpretações, chegando mesmo aos Óscares. Mas hoje não é de cinema que se fala aqui, é de livros. E se o “Guia Para um Final Feliz”, não o li enquanto livro, despertou-me a curiosidade para este “A Sorte que Move o Destino”. Faço aqui um parêntesis para assinalar as respetivas traduções dos dois títulos, nas quais se me afigura que se perde algo do original. Se o “Guia Para um Final Feliz”no original é “Silver Linings Playbook”, este “A Sorte Que Move o Destino” é, originalmente, “The Good Luck of Right Now”, e neste mais do que no anterior, perde-se algum do significado geral da mensagem deste livro. Mas não é grave, é apenas uma sensação minha. Voltando ao livro e à minha primeira leitura de Matthew Quick, o que posso dizer é que mal comecei o livro tive uma primeira má impressão. Não me parecia que um livro dividido por cartas escritas ao ator Richard Gere fosse muito longe. Engano. Dos grandes. Um quinteto de personagens geniais, um escritor a sério e a coroar isto, uma boa história para contar. Não será a grande literatura que as academias endeusam, mas é um bom livro. Uma história de gente, com um Bartholomew Neil a entrar para o meu Panteão particular de personagens bem inventadas Uma história que dará certamente também ela um bom filme, e que, e também não é pecado, parece ter sido escrita já como um pré-guião. Enfim, sem entrar em grandes pormenores, há um conjunto de personagens que habitam nas margens da normalidade e que nos fazem muitas vezes questionar o verdadeiro sentido da vida, da dádiva, da Amizade, do Amor e até do sacrifício (que o livro encerra vários nas várias leituras das suas histórias entrecruzadas). Gostei. É fácil de ler. É divertido, ligeiro na essência mas muitas vezes vai bem abaixo na pele e toca-nos em sítios para os quais nem sempre estamos atentos. É uma espécie de chamada de atenção para a diferença, e para os extremos com que avaliamos e lidamos com isso. Acaba por ser uma história de ternura, mais do que de Amor. De bondade e sobretudo do que mais escasseia na vida das pessoas, Esperança. Acabei o livro feliz, e isso não é algo que todos os livros provoquem. Por isso só, mais do que a qualidade literária ou arte associada, vale bem a pena o passeio. Termino como comecei, a vida apresenta-nos muitas surpresas. De todas elas retiramos alguma coisa. Desta consegue-se extrair um sorriso, que parecendo coisa pouca, não tem ainda valor de mercado…


Boa Semana e Boas Leituras!!!

Na Mesinha De Cabeceira:

A CASA DA ARANHA de Paul Bowles (Quetzal)
AS LUZES DE SETEMBRO de Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
TEATRO DE SABBATH de Philip Roth (D. Quixote)
O TODO-MEU de Andrea Camilleri (Bertrand)
AMORES E SAUDADES DE UM PORTUGUÊS ARRELIADO de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)
PANICO NO SCALA de Dino Buzzati (Cavalo de Ferro)
O ENTE QUERIDO de Evelyn Waugh
TUDO O QUE SOBE DEVE CONVERGIR de Flannery O´Connor
VITORIA de Joseph Conrad (Ulisseia)
OS FACTOS de Philip Roth (D.Quixote)
A SOMBRA DA ROTA DA SEDA de Colin Thubron (Bertrand)
AS LUZES DE SETEMBRO de Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
MAS É BONITO de Geoff Dyer (Quetzal)
VERDADE AO AMANHECER de Ernest Hemingway
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier (Quetzal)
O JOGO DO MUNDO de Julio Cortázar (Cavalo de Ferro)
DIÁRIO PARA ELIZA de Lawrence Sterne (Antígona)
FUGAS de Alice Munro (Relógio D´Àgua)
DANUBIO de Claudio Magris (Quetzal)
OS ANEIS DE SATURNO de W.G.Sebald (Quetzal)
TELEFÉRICO DA PENHA (IMAGINÁRIO E REALIDADE) de Esser Jorge Silva (Edições Húmus)
LIBRA de Don DeLillo (Sextante Editora)
RELATÓRIO DO INTERIOR de Paul Auster (ASA)
AMSTERDÃO de Ian McEwan (Gradiva)
ALFABETOS de Claudio Magris (Quetzal)

1960 + Cinema (Rodrigo Areias)

1060 e Cinema, duas fitas do Rodrigo Areias, ontem no Cineclube de Guimarães.
A primeira comissionada pela Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura trilha o caminho do "Diário de Bordo" do Arquiteto Fernando Távora, percorrendo muitas das suas paisagens mentais e concretas e a segunda um pequena homenagem ao Cinema, percorrendo as ruínas do Cine Teatro Jordão. Uma viagem a uma memória que sendo particular de Guimarães, é também tão geral e universal como a arte que lhe deu vida.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O MEU PIPI (diário) de (Autor Desconhecido até à data) (Oficina do Livro)

"É muito mais honesto estar nu do que usar roupas transparentes." Erasmus


O Meu Pipi é, para quem conhece, uma das glórias do início da febre dos blogues. Data de início deste século e fez furor durante uns tempos. É, na minha modestíssima opinião um dos melhores hinos à javardice alguma vez tentados em língua portuguesa. A ombrear com os grandes clássicos do avacalhanço e da semi-pornografia. Reli a coisa passados estes anos. Esta edição que me emprestaram é de 2003 e é a 11ª primeira, o que quer dizer, mais coisa, menos coisa que há mais de dez anos, “O meu Pipi” já andaria na casa das cinco dezenas de milhares de exemplares vendidos. Como se costuma dizer, se foi por engano, foi um belo engano. Não acho. É um tipo de escrita particular, para um universo também ele particular. Não é, repito enfaticamente, não é o tipo de escrita e menos ainda o tipo de conteúdos que possa ser para toda a gente. Para muitos (e verdade seja dita, até para mim em algumas passagens) a coisa passa todos os limites. Está para além, da moral, da decência, do mais básico respeito pelo ser humano e pelo sexo. E nisso é muito bom. Sou claramente um fã da coisa. É uma sucessão de entradas de um diário em que se versa o sexo pelo lado mais absolutamente machista, homofóbico e absurdo, o que transforma “O Meu Pipi” numa longa conversa de rapazes sobre sexo. Com tudo de exagero, violência verbal e pornografia que se possa imaginar. Contudo, e é aí precisamente que a obra tem o seu golpe de asa, é bem escrito, revela uma imaginação prodigiosa (escabrosa também, e certo) e tem, nalgumas partes laivos de alguma erudição. Por tudo isto, foram vários os  de quem se disse poderem ser os seus autores, Vasco Graça Moura (que desmentiu em poema ser o Pipi), Miguel Esteves Cardoso, Rui Zink e outros nomes mais ou menos consagrados do panorama literário e jornalístico do País. E mais, é dito no prefácio, que como estamos em Portugal o segredo desta autoria não deveria durar muito. Engano, vai para lá de uma década que o Pipi não foi descoberto. Ou para utilizar uma analogia do género, continua por circuncidar J. Goste-se ou não. E é fácil quer uma quer outra coisa, porque a obra não admite indiferenças, há um efeito que é inegável em quem aceite o género. Tem entradas e passagens absolutamente delirantes de humor. Por isso, que é um efeito nem sempre conseguido e muitas vezes tentado, vale a pena. Claro que no final nos sentimos também grandes javardos, mas enfim, é como se voltássemos por instantes às conversas de rapazes no seu melhor ou no seu pior. Fartei-me de rir outra vez. E isso chega-me.

Boa Semana e Boas Leituras!!!

Na Mesinha De Cabeceira:

A CASA DA ARANHA de Paul Bowles (Quetzal)
AS LUZES DE SETEMBRO de Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
TEATRO DE SABBATH de Philip Roth (D. Quixote)
O TODO-MEU de Andrea Camilleri (Bertrand)
AMORES E SAUDADES DE UM PORTUGUÊS ARRELIADO de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)
PANICO NO SCALA de Dino Buzzati (Cavalo de Ferro)
O ENTE QUERIDO de Evelyn Waugh
TUDO O QUE SOBE DEVE CONVERGIR de Flannery O´Connor
VITORIA de Joseph Conrad (Ulisseia)
A SORTE QUE MOVE O DESTINO de Matthew Quick (Editorial Presença)
OS FACTOS de Philip Roth (D.Quixote)
A SOMBRA DA ROTA DA SEDA de Colin Thubron (Bertrand)
AS LUZES DE SETEMBRO de Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
MAS É BONITO de Geoff Dyer (Quetzal)
VERDADE AO AMANHECER de Ernest Hemingway
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier (Quetzal)
O JOGO DO MUNDO de Julio Cortázar (Cavalo de Ferro)
DIÁRIO PARA ELIZA de Lawrence Sterne (Antígona)
FUGAS de Alice Munro (Relógio D´Àgua)
DANUBIO de Claudio Magris (Quetzal)
OS ANEIS DE SATURNO de W.G.Sebald (Quetzal)
TELEFÉRICO DA PENHA (IMAGINÁRIO E REALIDADE) de Esser Jorge Silva (Edições Húmus)
LIBRA de Don DeLillo (Sextante Editora)
RELATÓRIO DO INTERIOR de Paul Auster (ASA)
AMSTERDÃO de Ian McEwan (Gradiva)
ALFABETOS de Claudio Magris (Quetzal)




Fading Gigolo...

Um argumento e filme de John Turturro com Woody Allen, que bem podia ser um argumento e filme de Woody Allen com John Turturro. Gostei muito. Bons atores, boas atrizes e atrizes boas. Divertido, e com nexo. :)






sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Only Lovers Left Alive

Do Filme não haverá muito a dizer. O género não é o meu favorito. Bons atores. Argumento competente. Mas banda sonora muito acima da média. 




Histórias de amor duram apenas 90 minutos

Aconselho vivamente. Argumento leve, despretensioso e inteligente. Sobretudo muito divertido. O melhor "feel good movie" que apanhei nos últimos tempos. Com um extra chamado Luz Cipriota que, vá lá, em termos estéticos, to say the least, acrescenta qualquer coisinha :) 

A minha opinião sobre filmes é um pouco a que tenho sobre livros, e vá lá, a vida em geral. Tudo que nos faz terminar com um sorriso vale a pena...é o caso :)





quinta-feira, 4 de setembro de 2014

50.000 Visitas!!!


No meio de tantas outras coisas, deixei passar mais esta bela efeméride. 50.000 visitantes que já passaram por este blogue. A todos, os Amigos, os seguidores, os curiosos, os eventuais, os fortuitos, os de spam, os que gostaram, os que  não, os que nem isso. A todos, o meu Muito Obrigado. Se, numa percentagem simpática, 0.01% dos que leram, daqui aproveitaram ao menos uma simples sugestão, tudo terá valido a pena. Por cá continuarei, teimoso como sempre, a acreditar que ler é como viver vidas emprestadas com uma taxa de juro a nosso crédito. Vale a pena. Sempre. Abraços e Boas Leituras :) Ricardo

September choices :)





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SOLO de William Boyd (D. Quixote)

"A guerra é um massacre entre pessoas que não se conhecem, para proveito de pessoas que se conhecem mas não se massacram." Paul Valéry


Creio já ter dito aqui pelo menos um par de vezes o fascínio que tenho por Ian Fleming e a sua obra, mais a sua genial e imortal personagem, James Bond, o “00” com licença concedida por Sua Majestade a Rainha de Inglaterra para matar. Descontado o facto de que Ian Fleming escreveu o ultimo “Bond” há mais de seis décadas, não é menos verdade que há quem lhe tenha continuado a saga. William Boyd foi-me apresentado enquanto autor num outro registo e num outro livro que me ofereceu o incontornável Fernando Lopes, amigo de vidas e livros, que foi “No Coração de África” e que, apesar de vários prémios literários não me seduziu o bastante. De qualquer forma li também outro “Tempestade”, que, num registo já mais de policial e suspense me conseguiu prender. De posse destes dados, e cumprindo o habitual rito de trazer da Fnac um livro só pela capa, optei por este. Porque já tinha lido William Boyd, e não há duas sem três (o que se pode tornar também o meu ex libris J ). Mas, principalmente por voltar a uma velha e universalmente conhecida personagem. Bond. James Bond. E, para falar no que aqui realmente importa, devo dizer que gostei. É um James Bond ao estilo Fleming, sem adornos, sem as loucuras dos filmes dos anos 80 e 90 que de certa forma retiraram uma certa mística original à personagem. É um regresso a uma história conforme Fleming a contava. Com poucos artifícios. Com pouco ou quase nenhum glamour e brilho. E com uma narrativa muito no sentido dos primeiros Bond. Já a história, bem a história é preciso ler para ter opinião. Para férias, para um par de horas de leitura descontraída e para matar saudades do espião mais famoso do Mundo, serve perfeitamente. Um bom Setembro e umas excelentes férias, com muitos livros… se for o caso.

Boa Semana e Boas Leituras!!!

Na Mesinha De Cabeceira:

AMORES E SAUDADES DE UM PORTUGUÊS ARRELIADO de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)
PANICO NO SCALA de Dino Buzzati (Cavalo de Ferro)
O ENTE QUERIDO de Evelyn Waugh
TUDO O QUE SOBE DEVE CONVERGIR de Flannery O´Connor
VITORIA de Joseph Conrad (Ulisseia)
A SORTE QUE MOVE O DESTINO de Matthew Quick (Editorial Presença)
OS FACTOS de Philip Roth (D.Quixote)
A SOMBRA DA ROTA DA SEDA de Colin Thubron (Bertrand)
AS LUZES DE SETEMBRO de Carlos Ruiz Zafón (Planeta)
MAS É BONITO de Geoff Dyer (Quetzal)
VERDADE AO AMANHECER de Ernest Hemingway
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier (Quetzal)
O JOGO DO MUNDO de Julio Cortázar (Cavalo de Ferro)
DIÁRIO PARA ELIZA de Lawrence Sterne (Antígona)
FUGAS de Alice Munro (Relógio D´Àgua)
DANUBIO de Claudio Magris (Quetzal)
OS ANEIS DE SATURNO de W.G.Sebald (Quetzal)
TELEFÉRICO DA PENHA (IMAGINÁRIO E REALIDADE) de Esser Jorge Silva (Edições Húmus)
LIBRA de Don DeLillo (Sextante Editora)
RELATÓRIO DO INTERIOR de Paul Auster (ASA)
AMSTERDÃO de Ian McEwan (Gradiva)
ALFABETOS de Claudio Magris (Quetzal)