segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O SENHOR DOS ANÉIS (TRILOGIA) de J.R.R. TOLKIEN (EUROPA AMÉRICA)

“O fantástico não está fora do real, mas no sitio do real que de tão visível não se vê" Vergilio Ferreira

Já aqui, em sugestão anterior, se falou do livro que dá origem a esta fabulosa aventura, O Hobbit (ou entre nós, O Gnomo). Sabem os que leram essa primeira abordagem ao universo Tolkeniano ( o termo em inglês existe como palavra de uso corrente no diccionário, a ilustrar a importancia de que se reveste esta obra), sabem, dizia, da minha admiração pelo autor e por este género, do qual é, e não só na minha opinião, o expoente máximo. Esta famosa trilogia, escrita em tempos sombrios para a Europa, ( a sua escrita acompanha a Segunda Guerra Mundial), oferece-nos um universo fantástico absolutamente ímpar, a par da tradicional luta entre as forças do Bem e do Mal. A galeria de personagens, a geografia da “Terra Média” e a estória em si, fazem de “O Senhor dos Anéis” uma mitologia moderna, que, podemos reconhecer em muitas obras posteriores. E não só obras literárias, mas sobretudo em formas de expressão como a banda desenhada, o cinema e a cultura pop. O Senhor dos Anéis é composto por três livros: A Irmandade do Anel, As Duas Torres e O Regresso do Rei. Recordo-me de andar desesperado a encomendar na Bertrand (na altura no Porto ainda), as Duas Torres que não conseguia encontrar em lado nenhum, ansioso que estava para prosseguir a leitura. Encontrei esse segundo livro na montra de uma livraria da Póvoa de Varzim, uma sorte. Isto já lá vão pelo menos uns quinze anos, muito antes da saga se ter tornado globalmente conhecida graças aos filmes do Peter Jackson. Há uma riqueza imagética e uma fluidez narrativa absolutamente contagiantes nestes livros. Não é só a criação de um conceito ou de um universo paralelo. É sobretudo a forma como Tolkien escreve, a forma como conta a estória, que torna estes livros em algo especial. Se há obra que aconselho de olhos fechados é esta. Todas as leituras fantásticas, tão em voga actualmente, apesar da evolução dos tempos, perdem por comparação para J.R.R.Tolkien. E é de tal forma assim, que penso que só para adjectivar positivamente esta trilogia, não me chegariam meia dúzia destas colunas. Sou absolutamente um convertido. Obviamente este é um clássico. Evidentemente obrigatório. Acreditem. Boas Leituras!

PARA A SEMANA: O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO de Felipe Pena (Record)

NA MESINHA DE CABECEIRA:

O COMPLEXO DE PORTNOY de Philip Roth

EL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA de Miguel de Cervantes y Saavedra

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