terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

BANCO de Henri Charrière (Bertrand

A imaginação mais louca tem menos recursos que o destino CLAUDE AVELINE

Esta semana, vou sugerir um dos primeiros livros de que tenho memória e do qual gostei verdadeiramente. Provavelmente o titulo “Banco” não dirá muito a muita gente, nos dias que correm. Mas, se dissermos que este é o segundo livro de Henri Charrière, que se seguiu a “Papillon”, estou certo que se fará luz. Por motivos que me são estranhos, provavelmente por ser ainda muito novo e por se encontrar este livro na biblioteca do meu pai, li-o antes de ler o primeiro. De “Papillon” muito se poderia dizer, desde o facto de ter constituido um dos maiores sucessos editoriais de sempre, considerado à época do seu lançamento, bem entendido, até às muitas polémicas que gerou, umas que teriam a ver com a veracidade do relato, que se pretedia auto-biográfico, até à qualidade literária, que muitos tentaram apoucar. A minha opinião, muitas vezes aqui expressa é a de que um bom livro, tem de ter ou uma boa história, (ou mesmo uma má história), mas tem de facto de ser bem contada. E eu aprecio sobretudo na escrita quem sabe contar bem uma história. Os artifícios literários, a literatura experimental e outras formas de “evolução”, são me infelizmente dificeis de aceitar. Como só leio por prazer, não tenho que dizer bem por dizer, nem de alinhar em “modas” e seguidismos bacocos. Ora voltando a Henri Charrière, é minha firme opinião que, foi um dos melhores escritores-contadores de histórias que já tive o privilégio de ler. Não interessa absolutamente para nada que o seu relato seja ou não verdadeiro, que tenha ou não vivido os factos que relata. A forma como os conta é bastante. Este segundo livro “Banco” descreve a vida de Papillon-Henri Charrière após a sua fuga da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa, descrita em “Papillon” o livro, e celebrizada no cinema por Steve McQueen e Dustin Hoffman. Descreve inclusivamente a forma como o primeiro livro é escrito. Poderá não ser um cllássico da literatura, mas é um livro extremamente agradável de se ler, e que explica porque é que uns são escritores e outros apenas escrevem coisas. Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:

As Benevolentes de Jonathan Litell (D. QUIXOTE)

Tempestade de William Boyd (Casa das Letras)

O Filho Eterno de Cristovão Tezza (Record)

O Feitiço de Xangai de Juan Marsé (D. Quixote)

1 comentário:

www.plataopapillon.blogspot.com disse...

PAPILLON: Diante de tantas perguntas e duvidas, vou responder a mais importante!
O prisioneiro René ela um intelectual, adora escrever, e tinha uma forte ligação com membros da igreja católica em Caiena Capital da Guiana Francesa, depoimentos de pessoas que conviveram com ele em solo Brasileiro, afirmam que ele foi orientado por esses religiosos a onde encontraria a paz, e por coincidência ao fugir ele veio mora na Vila do Surumú que por coincidência havia uma missão Católica!
Diversas pericias já comprovaram que o escritor René Belbenoit esta sepultado em Roraima, entre elas a da Policia Federal: - https://www.facebook.com/notes/plat%C3%A3o-arantes-teixeira-arantes/perito-da-pol%C3%ADcia-federal-encontra-em-roraima-o-verdadeiro-papillon/10208598810953559
As autoridades Francesas foram consultadas responderam com evasivas, ou seja, não confirmara e nem desmentiram, deixando claro que é um assunto que não interessa a eles, tendo em vista que o livro Papillon desmoralizou o regime francês perante o mundo e obrigou o fechamento da colônia penal da Guiana Francesa.

Ignorando todas essas provas uns poucos tenta a todo custo desmentir-me