segunda-feira, 1 de agosto de 2011

TRÊS (ou mais...) SUGESTÕES PARA O MÊS DE AGOSTO

"A ociosidade é a mãe da filosofia” de THOMAS HOBBES

Esta semana, a propósito das sempre merecidas e tão esperadas férias, vou fazer uma pausa nas recomendações sobre o que tenho lido, e apontar para o que está na lista de compras. Como é uma altura do ano em que se compram livros para levar de viagem e movimentá-los ao longo de praias e esplanadas várias, parece-me fazer bem em recomendar aquilo que seriam as minhas escolhas para a temporada de descanso. Já por mais de uma vez, aqui partilhei o meu sentimento relativamente às chamadas leituras de férias, e há várias abordagens possiveis. Uns, gostam de nesta altura dedicar a leitura a coisas que no resto do ano não tem disponibilidade de tempo ou mental para “atacar”, assim é comigo, e é coincidentemente neste periodo que normalmente leio livros que exigem um pouco mais disponibilidade. Um exemplo de que me lembro é o fabuloso “D. Quixote”, obra que exige o seu tempo, mas que recompensa absolutamente. Se estiverem neste grupo, óbviamente o caminho a tomar será um qualquer clássico da literatura, as biografias ou livros de história, e aqui, francamente não me atrevo a sugerir, dado que este grupo normalmente tem as suas próprias prioridades. No caso de optarem por ler algo mais ligeiro, mais de “moda” ou que esteja mais presente nos escaparates, independentemente da profundidade dos temas, o que não tem mal nenhum, é modalidade que também pratico nesta altura, então aqui vão as minhas sugestões: Para inicio, e até porque já recebi pedidos de indicação de obras e autores para esta altura por parte de amigos, aconselho a quem não o fez ainda uma entrada na obra de Philip Roth, que tenho lido e que acho francamente excelente, um qualquer titulo servirá. Tenho poucos lidos desta recente preferência literária mas estou certo que peguem na obra e no autor por qualquer titulo não se vão arrepender. Se este foi um conselho genérico vou a outros mais concretos e definidos, e que estão definitivamente à minha espera, mais dia menos dia. “O Cemitério de Praga” de Umberto Eco, “A Intermitência” de Andrea Camilleri, “Os lindos braços da Júlia da Farmácia” do inigualável José Rentes de Carvalho e “As Teorias Selvagens” de Pola Olaixarac. Pelos autores num caso, e por recomendação de terceiros no ultimo, são estes os livros que se encontram a aguardar por mim, (ou com mais rigor, eu por eles). Na esperança de que possa ter ajudado, (e o bom tempo regresse de vez...), os meus votos de Boas Leituras (e Férias se for o caso...)!

Na Mesinha De Cabeceira:

A Casa Verde de Mario Vargas Llosa (Dom Quixote)

Suite Francesa de Irene Nemirovsky (Dom Quixote)

Quando Nistzsche Chorou de Irvin D. Yalom (Ed. Fio da Navalha)

O Relatório Chapman de Irving Wallace (Ed. Livros do Brasil)

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