Mensagens

Colheita de Agosto

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Mais um do João Nuno!!!

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Uma reedição coordenada pelo João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro a que vou dedicar os próximos dias!!!

OPERA FLUTUANTE de John Barth (Sextante Editora)

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“Quem se mata corre atrás de uma imagem que forjou de si próprio: as pessoas matam-se sempre para existir” André Malraux Uma excelente descoberta pessoal. Tenho adotado uma estratégia de escolha de livros que passa normalmente pelo seguinte: como trago em regra quatro livros por mês para casa, obras com as quais a FNAC gentilmente patrocina esta coluna, escolho sempre um dos livros da coluna dos mais vendidos, outro procuro que seja de entre os meus autores favoritos, tento ainda que me aconselhem na loja um outro livro ou autor que não conheça ( e a esse respeito o Duarte é absolutamente brilhante nas sugestões que me tem feito J ) e por ultimo, trago um livro escolhido mais ou menos ao acaso. Estudo as capas e contracapas, leio um ou dois parágrafos, o inicial e um aleatoriamente e depois escolho. Não gosto de gastar muito tempo neste processo, vou mais pela intuição e pelas pistas que essas leituras abreviadas e rápidas me dão. Este “Opera Flutuante” é o resultado de uma ...

Novas Entradas - Leituras Estivais

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O MEU PÉ DE LARANJA LIMA de José Mauro de Vasconcelos

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“Tudo quanto é belo manifesta o verdadeiro” Vitor Hugo Na minha busca de sugestões de leitura, faço aqui uma pequena pausa para todos aqueles que incessantemente se refrescam na novidade e na descoberta de novas obras e autores, para voltar um pouco atras no tempo e partilhar um pequeno prazer que também ajudou a formar a minha vontade de ler mais. Não sei se é um livro para crianças, para jovens ou para adultos, não me compete nem me apetece classificar. A meu ver é um livro de todos. Não para todos certamente, mas de todos, porque é uma obra que fala de algo especial de uma forma absolutamente maravilhosa. Não é fácil reproduzir a infância. Seja em que arte for, a infância encerra em si algo de especial e muitas vezes intangível. Esta obra consegue-o, e não me lembro de muito mais, na escrita, exceção ao Principezinho de Saint-Exupéry, que com um registo diferente também é capaz de nos maravilhar. A história é simples e complexa, mas faz-nos ver o mundo pelo seu lado mara...

A DIVINA COMÉDIA de Dante Alighieri ( tradução de Vasco Graça Moura ) BERTRAND

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"Os verdadeiros para í sos s ã o os para í sos que se perderam." Marcel Proust Os recursos tecnológicos disponíveis deixam me ao dispor apenas um IPad para escrever a crónica desta semana. Pouca ou nenhuma rede no local se onde escrevia dificultaram de certa forma o modo de fazer chegar esta crónica aos destinatários, no entanto com um pouco de engenho e os "gadgets" certos a coisa resolveu-se. De férias em parte incerta resolvi sugerir uma leitura mais arriscada. Uma leitura à qual só recentemente temos acesso com tradução em português. E é um facto que remete para algo que foi durante muito tempo um verdadeiro problema para quem lê em Portugal. Refiro-me à escassez de clássicos traduzidos que durante muito tempo, e falo por mim, toda a minha adolescência e parte da idade adulta enfrentei dificuldades acrescidas para ler obras de clássicos italianos, gregos ou mesmo alguns autores de séculos mais próximos, que, ou lia no original, o que, convenhamo...

UMA VERDADE INCÓMODA de John le Carré (D Quixote)

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“ A percepção é o pensamento do pensamento alheio” Fernando Pessoa John le Carré dispensará apresentações. Mesmo para quem nunca dele tenha lido nenhuma obra. A passagem ao cinema de vários dos seus títulos contribuiu decisivamente para propagar o seu nome muito para além da literatura. Dos que já li, o clássico de espionagem “O Espião que Saiu do Frio” de 1963, “A Vingança de Smiley” de 1979, “O Alfaiate do Panamá” de 1996, “O Fiel Jardineiro” de 2001 e “Um Traidor dos Nossos” de 2010, tenho opiniões diversas. E se não gostei particularmente deste ultimo de 2010, tenho que reconhecer que este “Uma Verdade Incómoda” recém-publicado pela D. Quixote me fez inverter alguma pequena desilusão que tinha tido com o predecessor. Não só é um enredo actual como, e aí sim principalmente nos dá a visão desiludida e desencantada do panorama geo politico actual baseada em duas versões ficcionadas de si próprio. Gosto muito das personagens e da respectiva “bagagem” que Le Carré traça nos...

A ULTIMA CRIADA DE SALAZAR de Miguel Carvalho (Oficina do Livro)

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“ Uma ditadura é um estado em que todos têm medo de cada um e cada um tem medo de todos” Alberto Moravia Desta vez foi diferente. A sugestão de leitura desta semana é especial. Primeiro porque é mais um livro de um querido Amigo. O Miguel Carvalho, como sabem os que vão acompanhando as minhas indicações de leitura, é um dos meus vícios literários. Seja nas obras que já publicou e das quais já por aqui se falou, quer seja na Revista Visão ou no blogue “A Devida Comédia”. E foi também diferente porque tive a honra e o privilégio de participar na apresentação pública do livro em Guimarães, no passado dia 21 no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, com a presença dos brilhantes Esser Jorge e Francisco Camacho que veio representar a editora. O Miguel é um escritor especial. Vê o que nos conta de uma forma particular. A escala da sua escrita é sempre a humana. Retrata a realidade, seja ela uma paisagem, um ambiente ou uma personagem de uma forma que é sempre norteada por um p...

O ENREDO DA BOLSA E DA VIDA de Eduardo Mendoza (Sextante Editora)

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“A minha única diferença em relação a um homem louco é que eu não sou louco” Salvador Dalí Eduardo Mendoza, já aqui anteriormente sugerido a propósito de “A Cidade dos Prodígios” e “A Assombrosa Viagem de Pompónio Flato”, ganhou um estatuto especial dentro das minhas preferências dos últimos anos. É provavelmente o escritor com mais piada que tenho encontrado recentemente. A esse propósito reforço aqui também o convite para que não percam a realmente assombrosa viagem de Pompónio Flato que é um delírio de boa disposição. Neste “O Enredo da Bolsa e da Vida”, aparentemente (porque não li ainda os demais) Eduardo Mendoza retoma uma personagem absolutamente surreal, que é um investigador que tem uma história de vida incrível. Saído de um manicómio, o que por si só já é revelador do lado invulgar da trama mas sobretudo das personagens, o personagem principal, ao qual nunca se dá nome, vai atravessar uma história em que claramente é mais importante o caminho do que a meta. É absolu...

MOBY DICK de Herman Melville

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“O degrau da escada não foi inventado para repousar, mas apenas para sustentar o pé o tempo necessário para que o homem coloque o outro pé um pouco mais alto.” Aldous Huxley Nestes dias de Verão adiado, apeteceu-me falar de um dos caminhos mais trilhados no processo que leva ao vício de ler. Os livros de aventuras. Há todo um processo de leitura na infância e adolescência, que a par de outras características que nos vão enformando enquanto pessoas, nos dita a sentença de nos tornarmos (ou não) no futuro, leitores mais ou menos habituais. O grau em que isso acontecerá, já depende de muitas outras coisas. O início desse transporte que os livros nos proporcionam para outras terras, outros tempos e outras gentes e realidades, começa, com as devidas excepções, com a introdução de personagens que se vão tornar para nós amigos e companheiros de toda a vida. Não há espaço suficiente para citar, mas Emilio Salgari, Robert Louis Stevenson, Jules Verne, Mark Twain, são dos nomes que ser...

UM HOMEM DE PARTES de David Lodge (ASA)

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“O passado não tem a mínima importância. O presente não tem a mínima importância. É do futuro que nos devemos ocupar. Isto porque o passado é aquilo que os homens não deveriam ter sido. O presente é aquilo que os homens não deveriam ser. O futuro é aquilo que são os artistas.” Oscar Wilde Penso que com raras excepções, tenho sugerido toda a obra publicada de David Lodge entre nós. Gosto muito. Comecei por acaso, há já bastantes anos com a oferta por parte de um tio de “O Mundo é Pequeno”. O ambiente académico, meio no qual Lodge se move e descreve como ninguém, fez-me procurar tudo o resto. É dos autores que mais gosto e, valha a verdade que mais tento recomendar. Acresce que nos últimos tempos, apesar de muitas vezes atestar o contrário, tenho lido muitas obras do género biográfico. Biografias, auto biografias e, como é o caso desta, biografias romanceadas. Há quem defenda que todas o são de certa maneira. No caso deste livro, David Lodge, retoma um género que já tinha abord...

A LUZ É MAIS ANTIGA QUE O AMOR de Ricardo Menéndez Salmón (Assírio & Alvim)

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“Em arte, procurar não significa nada. O que importa é encontrar” Pablo Picasso O nome de Ricardo Menéndez Salmón não era estranho para mim. Tinha já por várias vezes ouvido referir a “Trilogia do Mal” (que ainda não li) com muito boas referências. E, nesta ultima expedição à Fnac, em conversa com o Duarte, que é provavelmente a melhor fonte de boas (e novas) leituras que tenho encontrado, decidi-me por este título para começar aquilo que me parece um muito bom caminho. A forma como chegamos a novos títulos e autores não difere muito, no meu caso pelo menos. Vou tendo a sorte de ter amigos bem informados e que também partilham esta sina de ter de ler. E vou também frequentando alguns fóruns de leitores que me vão despertando curiosidades. Nem sempre acertamos ao escolher, mas devo dizer que ultimamente não conto grandes desilusões. Há cada vez mais gente a chegar ao mercado editorial e livreiro português com enorme talento. Há também, inversamente proporcional, menos tempo p...

COMO É LINDA A PUTA DA VIDA de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)

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“O talento sozinho não consegue fazer um escritor. Deve existir um homem por trás do livro” Ralph Emerson Já aqui pela “Estante” se sugeriu a leitura de Miguel Esteves Cardoso, e já lá vai algum tempo. Em Dezembro de 2009 a crónica foi sobre o “Em Portugal não se Come Mal”, livro, que classifiquei na altura como “delicioso”. Disse-o então e repito-o agora, Miguel Esteves Cardoso é uma espécie de Deus das crónicas em português. É até para mim, que me desminta quem melhor souber, um dos principais responsáveis pela recuperação deste género com todos os seus trabalhos para a imprensa a partir dos anos oitenta do século passado. (É estranho que se tenha de assinalar que os anos oitenta, o que em si já é uma categoria, sejam “do século passado” e não de sempre, mas enfim, é o que dá as nossas referências não se poderem eternizar). Pois a verdade é que as crónicas do Miguel Esteves Cardoso, estiveram sempre na primeira linha daquilo que de melhor se escreveu sobre uma certa maneira...

A POLAQUINHA de Dalton Trevisan (Relógio D´Água)

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“O estilo é uma maneira muito simples de dizer coisas complicadas” Jean Cocteau O acto de ler, sobretudo para quem não se imagina privado dele, vai rendendo algumas mais-valias. Dalton Trevisan, agora editado entre nós pela Relógio D´Àgua, já estava na minha lista de interesses desde que numa das leituras que fiz do blogue de José Rentes de Carvalho aí tinha sido referenciado. O Prémio Camões em 2012, não fez mais do que aumentar esse meu declarado interesse. E provavelmente acelerou a sua publicação. Sim, que isto de editar anda muito pendurado em galardões. Demasiadamente até, se me é permitido opinar. Neste caso particular, a fama de Trevisan e a sua especialidade é o conto. Foi esse o género que o tornou uma referência e é até do título de um dos seus livros “O Vampiro de Curitiba” que se retirou a alcunha pela qual é conhecido, dada a sua extrema recusa em aparições públicas de qualquer género. E, por paradoxal que possa parecer, a um contista de renome e eleição, começo...

MENTIRAS & DIAMANTES de José Rentes de Carvalho (Sextante Editora)

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“A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer” Mário Quintana Novo livro de José Rentes de Carvalho. Um inédito. A juntar à republicação que a Quetzal vem fazendo da obra deste incomparável escritor. Sei que o mais provável é que me repita. Tenho lido tudo o que por cá se tem publicado de José Rentes de Carvalho. Infelizmente, o neerlandês não consta do meu cardápio de línguas. Mas é bom repisar o facto de que esta obra magnifica, esteve ao alcance dos privilegiados habitantes dos Países Baixos, durante décadas e por cá, coberta por um injusto manto de indiferença. Não deixa de ser um dos sinais da forma como o mercado editorial e livreiro se movimentou ao longo de muito tempo. Este livro, e estou a guardar a opinião mais para o final deste texto para que não seja por demais evidente o meu deslumbramento. Este livro, dizia, é uma delícia. Para mim, que já não passo, ou passo mal, sem a minha dose diária de Rentes de Carvalho, no seu blogue “Tempo Contado”, é um mome...

ULTIMO ACTO EM LISBOA de Robert Wilson (D. Quixote)

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(Entrada em Falta no Blogue) “Só os mortos conhecem o fim da guerra ” Marco Aurélio Já conhecia Robert Wilson de um livro que li há uns anos e do qual fiquei com uma boa impressão “O Cego de Sevilha”. No entanto passaram-se alguns anos em que este nome pareceu não estar presente nas prateleiras das livrarias. Posso ter estado menos atento, é certo. Há algum tempo atras comecei a reparar que voltavam vários títulos deste autor a surgir, e, como o primeiro prometia, meti mãos à obra. Posso desde já dizer que pelo menos este “Ultimo Acto em Lisboa” pode transformar-se num dos meus catos primeiros na leitura da obra deste senhor. Que excelente livro. Pelo meio, a matar a minha curiosidade descobri também que Robert Wilson, britânico, reside agora em Portugal. Não sei se esse facto influencia, mas de certeza não prejudica a escrita nem a fluidez da narrativa. O livro é muito bem escrito, o registo é uma mescla entre um policial puro e duro e uma espécie de romance histórico. M...

O que há de novo na Estante....

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