terça-feira, 6 de julho de 2010

A VOZ DO VIOLINO (DIFEL) – O CHEIRO DA NOITE (DIFEL) e A CONCESSÃO DO TELEFONE (EDITORIAL PRESENÇA) Andrea Camilleri

“O bom humor é a única qualidade divina do Homem” Arthur Schopenhauer




Começa agora o tradicional trimestre em que se distribuem as férias da maioria, neste periodo, creio, lê-se mais do que no resto do ano. Ou pelo menos passeiam-se mais livros em praias e esplanadas. Para ajudar no efeito, vou tentar aconselhar algumas leituras estivais. Começo com um trio de livros que li de uma assentada. A Voz do Violino é mais um policial do que já se tornou, para mim, num autor de culto, Andrea Camilleri e a sua fabulosa personagem o Inspector Salvo Montalbano. É mais uma estória pontuada por um humor muito particular e um ambiente siciliano ímpar. O Cheiro da Noite também está completamente ao nivel do que nos habituou Camilleri, com um caso de burla e homicidio com um desfecho bastante original. Neste dois livros vamos penetrando no universo Montalbano, suas características e personagens, algumas absolutamente geniais. São livros de leitura fácil e compulsiva, que garantem sempre um bom par de horas de encontro, com um mundo tão diferente e semelhante do nosso, como é a Sicília contemporânea. Guardei para o fim a “piéce de résistance”, A Concessão do Telefone. Um romance não policial e sem Montalbano. Passado em Vigáta, como os anteriores, mas com um desenho diferente. É a estória de Filippo Genuardi e a sua luta particular para que lhe seja concedida licença para instalar uma linha de telefone privada entre a sua casa e a do seu sogro no ano de 1892. O que resulta a partir desta ideia inicial é um livro completa e magistralmente escrito, num registo absolutamente Camilleriano. Um humor absolutamente fora do vulgar e uma condução da trama a um desfecho fenomenal. A estória é-nos descrita por três vias. A primeira é a correspondência trocada entre Genuardi e as autoridades competentes (ou não) para atribuição das licenças necessárias e as demais personagens, a segunda são diálogos entre as personagens e a terceira a intervenção de um narrador. Resulta. Completamente. E é, sem dúvida um dos livros mais divertidos que li nos ultimos tempos. Não percam. Boas Leituras!

PARA A SEMANA: O PADRINHO de Mario Puzo (11 X 17)

2 comentários:

Dalaila disse...

e lá vai mais um trio que nos vais deliciar com as tuas ecritas

K disse...

Obrigado pela sugestão!!!Vou procurar!

Abraço