sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O COMPLEXO DE PORTNOY de Philip Roth (D. Quixote)

“A Sociedade, a familia e o Homem expiam incessantemente a culpa do Homem, da Familia e da Sociedade " Camilo Castelo Branco

Acerca de Philip Roth poderiamos encher várias colunas. Um dos maiores escritores contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura norte- americana do Séc. XX e já deste corrente XXI. Podemos destacar, entre outras obras, «Goodbye, Columbus»(1959), o seu primeiro grande sucesso, o presente «O complexo de Portnoy» (1969), «Pastoral Americana» (1997), «Casei com um comunista» (1998) e «A Mancha humana» (2000), estes ultimos que constituem a sua “trilog1a americana” e que datam da década de 90. Este “O Complexo de Portnoy” é um portento de humor, muitas vezes gráfico demais nas descrições, directo e escabroso, aborda dois temas de forma indissociavel, o sexo e a culpa. Num registo que nos remete para um filme de Woody Allen (é a melhor analogia que posso encontrar, e há de facto muito em comum na obra des dois geniais autores) este relato na primeira pessoa de Alexander Portnoy sobre a sua vida numa familia e comunidade judaica é absolutamente impagável. As obsessões, a compulsão, e as manias de Portnoy, transformam-no, de facto, numa das mais geniais criações literárias de sempre enquanto personagem. Este relato íntimo, num registo confessional, já que é feita ao psicanalista de Portnoy, o Dr. Spielvogel, em que se abordam todas as vissicitudes da vida em familia de Portnoy, com destaque para a omnipresença da figura da mãe e do ambiente familiar que o oprime. Mas sobretudo o sexo, aqui retratado enquanto mania, fazem deste livro algo de absolutamente genial e imperdível. Assim como no titulo do primeiro Capitulo do Livro, também se pode dizer da personagem central que é “A personagem mais inesquecivel que já conheci”. Apesar de decorridas quatro décadas desde a primeira publicação este é daqueles livros realmente intemporais. Para ler. Obrigatóriamente! Boas Leituras!

PARA A SEMANA: AS VIAGENS DE GULLIVER de Jonathan Swift (Civilização)

NA MESINHA DE CABECEIRA:

EL INGENIOSO HIDALGO DON QUIXOTE DE LA MANCHA de Miguel de Cervantes y Saavedra

AS BENEVOLENTES de Jonathan Litell (D. Quixote)

PEREGRINAÇÃO DE ENMANUEL JHESUS de Pedro Rosa Mendes (D. Quixote)

A MÁQUINA DE FAZER ESPANHÓIS de valter hugo mae (Objectiva)

A CASA QUIETA de Rodrigo Guedes de carvalho


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