quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OS IMPERFECCIONISTAS de Tom Rachman (Editorial Presença)


"Os jornais são os arquivos das futilidades” Voltaire

Mais um “raid” pelas livrarias e mais duas capturas efetuadas. Acontece não raras vezes que o objetivo inicial se transforma junto das estantes de livreiros e livrarias. Vou normalmente com um ou outro livro, ou mesmo autor em vista e depois, geralmente sem motivo aparente, chego a casa com algo completamente diferente do que pretendia. O grande prazer de ir comprar livros, no meu caso é mesmo esse, é liberdade de poder olhar para os obras em exposição e poder mentalmente adiar algumas que (às vezes acontece) me pareciam há bem pouco tempo, leituras absolutamente urgentes. Nas leituras como na vida os alvos vão mudando, muitas vezes sem nos darmos conta disso. Assim, este livro “Os Imperfeccionistas” cativou-me sobretudo pelo título, em primeiro lugar, e logo de seguida pela sinopse. Se há território sobre o qual gosto bastante de ler é o meio editorial, seja ele livreiro, jornalístico ou académico. Tenho ao longo destas colunas sugerido muitas leituras de obras que se passam nestes meios. Este livro é um bom exemplo de uma boa história, ou de varias que se cruzam e sobrepõem, sobre um jornal internacional sedeado em Roma. Há que acrescer um pormenor, que desta vez não me impediu a compra. Já por um par de vezes aqui devo ter repetido que desconfio sempre de artifícios “marketeiros” que inundam as capas e contracapas dos livros de citações e recomendações, este não é exceção e lá estava nada mais, nada menos do que “Um dos melhores 10 livros de 2011”. O que isto quer dizer é no mínimo discutível. Dos melhores 10 por oposição a quê, ou comparativamente a quais? Ou com base na short list de quem? Enfim. Apesar disso, a ideia de base pareceu-me interessante e uma rápida passagem pelo estilo de escrita, ainda na loja, convenceu-me a comprar. Depois de lido, só posso aconselhar. Não são muitos os primeiros romances que me convencem. Este fê-lo. É um pouco a repetição do que me aconteceu em 2012 com Edward Docx, de quem já aqui recomendei os dois livros editados em Portugal. Um livro com uma boa história, muito bem construída. Mais um nome a ficar registado para futuras publicações. Aproveitem. Boa Semana e …. Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:
Kyoto de Yasunary Kawabata (Dom Quixote)
Rever Portugal de Jorge de Sena (Guimarães)
Uma Mentira Mil Vezes Repetida de Manuel Jorge Marmelo (Quetzal)
O Homem Que Gostava de Cães de Leonardo Padura (Porto Editora)
O Ano do Dilúvio de Margaret Atwood (Bertrand)
V. de Thomas Pynchon (Bertrand)


3 comentários:

Miguel Pestana disse...

Ola,

A minha opinião deste livro é, exatamente contrária à sua. Não apreciei em nada a leitura, posso até desafar e dizer que detestei. Até meio do livro eu li sem saltar linhas e parágrafos e páginas.

Mas gostei de ler a sua opiniao. Acho engraçado que um livro pode ser interpretado de n pontos de vista. É um dos prós dos livros.

Boas leituras para os livros que referencia e que estão na sua cabeceira :)

Ricardo disse...

Olá Miguel,

É precisamente essa a magia dos livros. Há uns de que gostamos (muito ou pouco) e outros que não.
Neste caso particular, devo confessar que é mesmo mais a temática que me prendeu do que propriamente a qualidade literária.

E de certa forma concordo, não é um livro qualitativamente uniforme, mas também não é assim tão mau.

Digo eu. Que por acaso é-me difícil detestar leituras. Também é verdade que há alguns autores dos quais fujo...

Obrigado pela visita,
Abraço e,
Boas Leituras :)

Anónimo disse...

Sim mas tu este leste com uma rapidez dalila