segunda-feira, 27 de maio de 2013

A LUZ É MAIS ANTIGA QUE O AMOR de Ricardo Menéndez Salmón (Assírio & Alvim)


“Em arte, procurar não significa nada. O que importa é encontrar” Pablo Picasso

O nome de Ricardo Menéndez Salmón não era estranho para mim. Tinha já por várias vezes ouvido referir a “Trilogia do Mal” (que ainda não li) com muito boas referências. E, nesta ultima expedição à Fnac, em conversa com o Duarte, que é provavelmente a melhor fonte de boas (e novas) leituras que tenho encontrado, decidi-me por este título para começar aquilo que me parece um muito bom caminho. A forma como chegamos a novos títulos e autores não difere muito, no meu caso pelo menos. Vou tendo a sorte de ter amigos bem informados e que também partilham esta sina de ter de ler. E vou também frequentando alguns fóruns de leitores que me vão despertando curiosidades. Nem sempre acertamos ao escolher, mas devo dizer que ultimamente não conto grandes desilusões. Há cada vez mais gente a chegar ao mercado editorial e livreiro português com enorme talento. Há também, inversamente proporcional, menos tempo para chegar a tudo e a todos que gostaríamos de conhecer, a somar aos que, de uma forma ou outra, se tornam para cada um de nós, os eleitos de sempre. Não é muito importante. Desde que se vá ao encontro do prazer de ler. E este último livro cumpre de forma excelente esse papel fundamental que é, afinal, o papel de cada livro: promover os seus pares. Este é um livro sobre a arte. A arte de pintar, de criar, de escrever, mas sobretudo de pensar. Partindo de uma obra que desafia os cânones do seu tempo “A Virgem Barbuda” de Adriano de Robertis, passando pela vida, obra e suicídio de Mark Rothko e da carta do pintor russo Vsévolod Semiasin (destes só Rothko não é uma personagem ficcionada), um escritor, Bocanegra, (um possível alter-ego do autor) leva-nos a viajar por três dos momentos que definem a sua vida e obra.Para além da surpresa com o tema: de uma possivel descrição escrita do próprio conceito de luz nasce o nome da obra e todo este universo de arte e criação que se move, de forma concêntrica à volta desta inscrição: lux antiquor amore. O que mais me agradou foi a forma e o ritmo com que se conseguem coser capitulos de evidente erudição, com uma história que se pretende contar a partir de vários olhares, tempos e locais. Uma descoberta talvez tardia, mas que partilho com a certeza de que ninguém será levado ao engano.
Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
ARCO-IRIS DA GRAVIDADE  de Thomas Pynchon (Bertrand)
A CONSCIÊNCIA E O ROMANCE de David Lodge (ASA)
UM HOMEM DE PARTES de David Lodge (ASA)
C de Tom McCarthy (Editorial Presença)
A QUESTÃO FINKLER de Howard Jacobson (Porto Editora)


segunda-feira, 20 de maio de 2013

COMO É LINDA A PUTA DA VIDA de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)


“O talento sozinho não consegue fazer um escritor. Deve existir um homem por trás do livro” Ralph Emerson

Já aqui pela “Estante” se sugeriu a leitura de Miguel Esteves Cardoso, e já lá vai algum tempo. Em Dezembro de 2009 a crónica foi sobre o “Em Portugal não se Come Mal”, livro, que classifiquei na altura como “delicioso”. Disse-o então e repito-o agora, Miguel Esteves Cardoso é uma espécie de Deus das crónicas em português. É até para mim, que me desminta quem melhor souber, um dos principais responsáveis pela recuperação deste género com todos os seus trabalhos para a imprensa a partir dos anos oitenta do século passado. (É estranho que se tenha de assinalar que os anos oitenta, o que em si já é uma categoria, sejam “do século passado” e não de sempre, mas enfim, é o que dá as nossas referências não se poderem eternizar). Pois a verdade é que as crónicas do Miguel Esteves Cardoso, estiveram sempre na primeira linha daquilo que de melhor se escreveu sobre uma certa maneira de ser portuguesa. Desde as célebres crónicas no Expresso: “A Causa das Coisas”, passando pelas incontornáveis “As Minhas Aventuras na Republica Portuguesa”, que somos escrutinados pelos humores muito particulares deste Senhor. As crónicas postas em livros, nem sempre resultam em algo inteiramente uniforme. Não é fácil estar sempre ao mesmo nível em tudo e sempre que se escreve. Mas, se pensarmos bem, isso está sempre a acontecer. Nos livros que nem sempre todos os capítulos são bons, e não é por isso que se aconselha a ler só esta ou aquela parte. Eu sou adepto confesso de crónicas, e de entre elas, as do Miguel Esteves Cardoso são sempre, ou quase, das melhores. Não me vou alongar muito sobre as que fazem o conjunto deste livro. Nem me vou deixar levar pela tentação de escolher. Isso fica com cada um. Só vos repito que valem a pena. Continuamos a ter em grande forma um dos que melhor nos (d)escrevem, a todos, portugueses ou não. Há um capítulo que avulta que é dedicado ao Amor (e ao medo da perda) e que é excelente. Numa linha de análise que pode ser considerada injusta, há por todo o lado autores profundamente portugueses, chatos, melancólicos, gongóricos e palavrosos, cuja escrita cheira a Saudade e Fado e outras coisas mais ou menos previsíveis. Depois há alguns, poucos, que são leves na profundidade do que nos explicam e mostram. Que sabem desmontar o caracter e o atavismo portugueses. E que escrevem muito bem. Este é um deles. Comprem e leiam que não se arrependem. Como são lindas as putas das crónicas do Miguel…
Boas Leituras!
Na Mesinha De Cabeceira:
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
ARCO-IRIS DA GRAVIDADE  de Thomas Pynchon (Bertrand)
A CONSCIÊNCIA E O ROMANCE de David Lodge (ASA)
UM HOMEM DE PARTES de David Lodge (ASA)
C de Tom McCarthy (Editorial Presença)
A QUESTÃO FINKLER de Howard Jacobson (Porto Editora)
A LUZ É MAIS ANTIGA QUE O AMOR de Ricardo Menéndez Salmón (Assírio & Alvim)


terça-feira, 14 de maio de 2013

A POLAQUINHA de Dalton Trevisan (Relógio D´Água)


“O estilo é uma maneira muito simples de dizer coisas complicadas” Jean Cocteau

O acto de ler, sobretudo para quem não se imagina privado dele, vai rendendo algumas mais-valias. Dalton Trevisan, agora editado entre nós pela Relógio D´Àgua, já estava na minha lista de interesses desde que numa das leituras que fiz do blogue de José Rentes de Carvalho aí tinha sido referenciado. O Prémio Camões em 2012, não fez mais do que aumentar esse meu declarado interesse. E provavelmente acelerou a sua publicação. Sim, que isto de editar anda muito pendurado em galardões. Demasiadamente até, se me é permitido opinar. Neste caso particular, a fama de Trevisan e a sua especialidade é o conto. Foi esse o género que o tornou uma referência e é até do título de um dos seus livros “O Vampiro de Curitiba” que se retirou a alcunha pela qual é conhecido, dada a sua extrema recusa em aparições públicas de qualquer género. E, por paradoxal que possa parecer, a um contista de renome e eleição, começo-lhe a obra pelo único romance que tem publicado, este “A Polaquinha” de 1985. É mais uma vez de relevo o facto de que Dalton Trevisan tem neste momento 88 anos, o que me está a transformar, na média dos autores que vou elegendo ultimamente, numa espécie de seguidor da obra literária de gente com bastante idade. “A Polaquinha” é uma obra surpreendente. E é uma porta de entrada excelente para o resto da obra, que diga-se já, não me vai escapar. É a história da vida íntima de uma mulher, num percurso habitado por vários homens e pela descrição da evolução da sua vida sexual até a um final absolutamente genial. Do melhor que Trevisan nos oferece são os diálogos. Absolutamente no tom e no ritmo certo para cada um dos confrontos destas personagens, Uma linguagem clara, dolorosamente simples e um registo que é no minino hipnótico. Não se consegue, de forma nenhuma abandonar o livro até ao seu final. Não é meu hábito estabelecer comparações nem aqui fazer qualquer espécie de tabela de classificação do que vou lendo. Continuarei na base da sugestão baseada no meu gosto pessoal. Partindo dessa base absolutamente individual e solitária, que é no fundo a magia que a leitura em nós provoca, posso afiançar que foi um dos livros que mais prazer me deu ler nos últimos tempos. Poderá ser demasiado explicito para uns, mas para mim é o necessário para que vá já fazendo a lista de compras de resto da obra. Sem mais. Boa Semana e Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
ARCO-IRIS DA GRAVIDADE  de Thomas Pynchon (Bertrand)
A CONSCIÊNCIA E O ROMANCE de David Lodge (ASA)
UM HOMEM DE PARTES de David Lodge (ASA)
C de Tom McCarthy (Editorial Presença)
A QUESTÃO FINKLER de Howard Jacobson (Porto Editora)
COMO É LINDA A PUTA DA VIDA de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)
A LUZ É MAIS ANTIGA QUE O AMOR de Ricardo Menéndez Salmón (Assírio & Alvim)


quarta-feira, 8 de maio de 2013

MENTIRAS & DIAMANTES de José Rentes de Carvalho (Sextante Editora)


“A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer” Mário Quintana


Novo livro de José Rentes de Carvalho. Um inédito. A juntar à republicação que a Quetzal vem fazendo da obra deste incomparável escritor. Sei que o mais provável é que me repita. Tenho lido tudo o que por cá se tem publicado de José Rentes de Carvalho. Infelizmente, o neerlandês não consta do meu cardápio de línguas. Mas é bom repisar o facto de que esta obra magnifica, esteve ao alcance dos privilegiados habitantes dos Países Baixos, durante décadas e por cá, coberta por um injusto manto de indiferença. Não deixa de ser um dos sinais da forma como o mercado editorial e livreiro se movimentou ao longo de muito tempo. Este livro, e estou a guardar a opinião mais para o final deste texto para que não seja por demais evidente o meu deslumbramento. Este livro, dizia, é uma delícia. Para mim, que já não passo, ou passo mal, sem a minha dose diária de Rentes de Carvalho, no seu blogue “Tempo Contado”, é um momento alto da escrita deste genial autor, que, tanto tempo nos empenhamos em ignorar. Continuo a manter o “Ernestina” no topo das minhas preferências. Talvez não haja amor como o primeiro. Ou não haja de facto uma segunda oportunidade para uma boa primeira impressão. Mas entra para o mesmo patamar. A história, que não consigo catalogar como, de amor, policial ou de costumes, será provavelmente tudo isto e muito mais, transporta-nos a um território em que o autor é ímpar. E esse território somos todos nós. As pessoas. José Rentes de Carvalho aplica um filtro especial à descrição que faz das suas personagens, transformando-as em pessoas reais, de carne e osso e que parecem cruzar-se connosco todos os dias. Com um ritmo absolutamente perfeito, com viagens dentro e fora das personagens, José Rentes de Carvalho, mostra como ninguém, a verdadeira matéria de que somos feitos. E não adianta sermos ricos ou pobres, condes ou plebeus, honestos ou desonestos, portugueses ou estrangeiros. Tudo é visto e mostrado sem pudores ou panos quentes. As gentes tal como elas são. De verdade. Viajamos ainda de facto, por vários sítios e países onde nunca a paisagem e as coisas nos são indiferentes. Do Algarve ao Douro, passando pelo Minho. Do Norte de Àfrica à Holanda.E de tudo se nos revela pelos olhos das personagens. José Rentes de Carvalho, produziu um grande romance. Em que uma só aparente facilidade de tom, nos pinta um quadro espantoso, cujo final fica convenientemente em aberto. Também aí a não deixar morrer a história, que estou certo viverá em nós leitores por muito e bom tempo. É um daqueles livros que não se quer terminar. Um daqueles livros, que, como uma boa refeição, nos deixa com a sensação de que também nós gostaríamos de saber cozinhar. Enfim, um verdadeiro diamante na minha Estante, e isso, meus amigos, não é mentira nenhuma. Fico, como sempre, desejoso de mais. Excelente e absolutamente imperdível.   
 Boa Semana e Boas Leituras!!!

Na Mesinha De Cabeceira:
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
ARCO-IRIS DA GRAVIDADE  de Thomas Pynchon (Bertrand)
A CONSCIÊNCIA E O ROMANCE de David Lodge (ASA)
UM HOMEM DE PARTES de David Lodge (ASA)
C de Tom McCarthy (Editorial Presença)
A QUESTÃO FINKLER de Howard Jacobson (Porto Editora)
COMO É LINDA A PUTA DA VIDA de Miguel Esteves Cardoso (Porto Editora)
A LUZ É MAIS ANTIGA QUE O AMOR de Ricardo Menéndez Salmón (Assírio & Alvim)
A POLAQUINHA de Dalton Trevisan (Relógio d´Água)

ULTIMO ACTO EM LISBOA de Robert Wilson (D. Quixote)

(Entrada em Falta no Blogue)

“Só os mortos conhecem o fim da guerra ” Marco Aurélio

Já conhecia Robert Wilson de um livro que li há uns anos e do qual fiquei com uma boa impressão “O Cego de Sevilha”. No entanto passaram-se alguns anos em que este nome pareceu não estar presente nas prateleiras das livrarias. Posso ter estado menos atento, é certo. Há algum tempo atras comecei a reparar que voltavam vários títulos deste autor a surgir, e, como o primeiro prometia, meti mãos à obra. Posso desde já dizer que pelo menos este “Ultimo Acto em Lisboa” pode transformar-se num dos meus catos primeiros na leitura da obra deste senhor. Que excelente livro. Pelo meio, a matar a minha curiosidade descobri também que Robert Wilson, britânico, reside agora em Portugal. Não sei se esse facto influencia, mas de certeza não prejudica a escrita nem a fluidez da narrativa. O livro é muito bem escrito, o registo é uma mescla entre um policial puro e duro e uma espécie de romance histórico. Melhor explicando há duas histórias que se começam a construir em separado. Uma, fantástica, que remonta a tempos antes da Segunda Grande Guerra, em Berlim e que a partir daí viaja para Portugal para as Beiras, dentro do território real e ficcional do apogeu da febre do volfrâmio. E que retrato excelente nos dá Robert Wilson, das nossas paisagens e gentes de meados do século XX. Desde a ruralidade mais primitiva até aos salões de Lisboa. A outra história, que se encontrará com a primeira num desenlace muito bem urdido é a investigação do assassinato de uma adolescente da linha de Cascais. Todas as personagens e ambientes são completamente credíveis, as histórias são muito bem escritas e muito, muito interessantes. Não preciso de mais para saber que vou continuar a ler Robert Wilson. Espero sinceramente que o façam também, e, se tiverem dúvidas comecem por este que tem para além de todos os ingredientes certos, um extra que é um retrato do nosso País, talvez nem sempre lisonjeiro, mas sempre muito perto da verdade que reconhecemos todos. Vão e leiam. Boa semana e, … Melhores Leituras! J

Na Mesinha De Cabeceira:
PENA CAPITAL de Robert Wilson (D. Quixote)
JONAS VAI MORRER de Edson Athayde (Guimaraes 2012)
UM APARTAMENTO EM ATENAS de Glenway Wescott (Relógio d´Agua)
ATÉ AO FIM 1944-1945 de Ian Kershaw (D. Quixote)
OS COMBOIOS VÃO PARA O PURGATÓRIO de Hernán Rivera Letelier (Ulisseia)
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
A FABULA de William Faulkner (Casa das Letras)
AXILAS & OUTRAS HISTÓRIAS INDECOROSAS de Rubem Fonseca (Sextante Editora)
JOSÈ de Rubem Fonseca (Sextante Editora)





O que há de novo na Estante....





sexta-feira, 3 de maio de 2013

AGOSTO de Rubem Fonseca (Sextante Editora)


“No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito” Edmund Burke

Há autores que se vão instalando em nós. Começamos quase sempre por indicação generosa de um amigo, como foi o caso de Rubem Fonseca, e depois, se o registo nos agradar, seguimos viagem sozinhos, rumo à obra de cada qual. Retiro desta já longa série de sugestões (e é só disso que se trata, de partilhar as minhas preferências) a ideia de que me vou conhecendo melhor enquanto leitor. Nunca teria feito uma análise tão longa sobre os géneros de que mais gosto, muito menos elaborado uma lista de onde posso com relativa facilidade retirar alguns autores dos quais me tornei seguidor. Há sempre o famoso factor de desempate na argumentação: o gosto pessoal. Que, ao contrário do que se diz, se deve, e de todas as maneiras discutir. Que os gostos não se discutem, é das afirmações mais destituídas de sentido que me recordo. De todas as formas, assim como quem ama só vê o belo, também eu, do que gosto, gosto muito. É mais do que provável que a isenção saia a perder nestas análises. Mas também nunca aqui se disse tal coisa, e muito menos se prometeu a universalidade do gosto. Sou portanto, altamente suspeito quando falo de autores de quem gosto. E é esta a única declaração de interesses que aqui interessa: Rubem Fonseca é um deles. Não quero com isto dizer que aprecio da mesma forma tudo o que escreve. Não. Mas de tudo o que escreve, e escreve em vários registos e géneros, consigo tirar enorme prazer em ler. Que é, verdadeiramente a razão, porque vou sugerindo estas leituras. Para partilhar o privilégio de aceder aos mundos particulares e a universos de infinito prazer que vou visitando. Mais por ter bons e bem informados amigos do que por mérito meu, é certo. Bem. Mas vai longa a conversa, e do livro nada, ou quase. É puro Rubem Fonseca. Romance que está numa encruzilhada onde se encontram o policial, o romance histórico e a crónica de costumes, onde não falta uma soberba descida ao mundo intriga palaciana. Tenho nos últimos tempos, por motivos que não cabem (de facto) aqui, viajado várias vezes até à época da ditadura no Brasil. Anos 50 e Getúlio Vargas sobretudo. Este livro é um portento na análise social e política do Brasil de então. Não deixando nunca de nos mostrar a História pelos homens, e de, com a facilidade aparente dos grandes, por lá encaixar uma galeria de excelentes personagens, que vão perseguindo o rasto de um crime até descobrirem não um ou vários culpados, mas o retrato vivo de uma época e de um País. A cada livro que vou lendo mais me agrada o que escreve Rubem Fonseca. Se não conhecem, tentem este. Vale mesmo a pena. Boa Semana e Boas Leituras!!!

Na Mesinha De Cabeceira:
ATÉ AO FIM 1944-1945 de Ian Kershaw (D. Quixote)
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
A FABULA de William Faulkner (Casa das Letras)
ARCO-IRIS DA GRAVIDADE  de Thomas Pynchon (Bertrand)
A DIVINA COMÉDIA de Dante Alighieri (Quetzal)
A CONSCIÊNCIA E O ROMANCE de David Lodge (ASA)
UM HOMEM DE PARTES de David Lodge (ASA)
C de Tom McCarthy (Editorial Presença)
A QUESTÃO FINKLER de Howard Jacobson (Porto Editora)