quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Birdman

(The unexpected virtue of ignorance)



Duas vezes na mesma semana a ver cinema em sala. Infelizmente raro nos dias que correm. Mas recorda à saciedade que "uma coisa é uma coisa, não é o que dizem dela". Isto para citar um autocolante no espelho de Riggan/Michael Keaton dos bastidores de "De que falamos quando falamos de amor" de Raymond Carver, a peça que este realiza enquanto Riggan, o ex-super herói "Birdman", a tentar um regresso a uma carreira de actor completamente marcada por esse mesmo papel num blockbuster.
O mesmo será dizer que é Michael Keaton a interpretar alguém que tenha feito um "Batman". É claramente um argumento de alfaiate, para este enorme ator que tem aqui uma, senão a melhor, das suas interpretações. Com Edward Norton, Naomi Watts, Emma Stone, Zach Galifianikis e uma banda sonora excêntrica de boa, este filme é uma homenagem clara ao cinema, ao teatro e sobretudo uma bandeira de esperança. A visão de Iñarritú sobre isto, é o que me fez pensar no fim que ainda há argumentos, realizadores, actores, cinema e filmes que valem a pena.
Vão ver :)

Sem comentários: