Escrito pelo Edson Athayde em residência artística durante a Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e gentilmente enviado pelo meu amigo Rodrigo Viana de Freitas.
“Só a fantasia permanece jovem; o que nunca aconteceu nunca envelhece” Friedrich Schiller ilustração de António Quadros Antes de contar a estória no livro, deixem-me contar a estória deste livro. Esta edição do Gnomo de Tolkien (ou “The Hobbit”, no original), foi oferecida à minha irmã como sendo um livro infantil, seria eu na altura um adolescente. Li-o, confesso, pelo bom aspecto da capa. E foi uma espantosa surpresa. Foi um dos primeiros livros na minha vida que realmente teve algum impacto em mim. Estava na altura, muito longe de saber que estava a ler, pela primeira vez, aquele que se iria tornar passados alguns anos num dos meus autores de eleição. Falar de Tolkien e da sua obra é tarefa que não cabe aqui, e duvido mesmo que haja quem a abarque na sua totalidade, tal é a riqueza e diversidade dos seus universos. Mas, para quem, acompanhou a trilogia d´”O Senhor dos Aneis”, recomendo vivamente “O Gnomo”, é cronológicamente anterior na vida da Terra Média. Acompanhamos Bilbo Baggin...
"Os verdadeiros para í sos s ã o os para í sos que se perderam." Marcel Proust Os recursos tecnológicos disponíveis deixam me ao dispor apenas um IPad para escrever a crónica desta semana. Pouca ou nenhuma rede no local se onde escrevia dificultaram de certa forma o modo de fazer chegar esta crónica aos destinatários, no entanto com um pouco de engenho e os "gadgets" certos a coisa resolveu-se. De férias em parte incerta resolvi sugerir uma leitura mais arriscada. Uma leitura à qual só recentemente temos acesso com tradução em português. E é um facto que remete para algo que foi durante muito tempo um verdadeiro problema para quem lê em Portugal. Refiro-me à escassez de clássicos traduzidos que durante muito tempo, e falo por mim, toda a minha adolescência e parte da idade adulta enfrentei dificuldades acrescidas para ler obras de clássicos italianos, gregos ou mesmo alguns autores de séculos mais próximos, que, ou lia no original, o que, convenhamo...
Um pequeno apontamento sobre a eterna problemática: gajos/gajas. “Um amigo meu costumava dizer” (frase tipica de quem não quer assumir o que disse), que a mulher ideal seria “Boa e Surda-Muda”, o que na altura entendi como uma referência velada a Helen Keller. Sim. Boa e surda-muda?!?!? Quem mais? Depois de reflectir um pouco, pensei que se fosse só Boa, poderia ser a Madre Teresa de Calcutá. A Sra Dona Agnes Bojaxhi de Skopje. Isto para dizer uma pequena verdade, que alguns iniciados conhecem desde sempre: OS GAJOS SÃO ESTÚPIDOS!!!, ou melhor, são se calhar, no mínimo, eles próprios, Surdos-Mudos. É que, penso, (actividade não reconhecida pelo mulherio).... que as mulheres em geral, legitimamente, diga-se desde já, pensam... e cobertas de razão, é que a maior parte dos gajos não ouve. Kaput! Nestes! Rien! Deaf as a door J !!!! E nem sequer se trata aqui de distinguir entre ouvir e “escutar” (um paroxismo levado à celebridade pelo jargão ferroviário das passagens de nivel sem...
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beijoss
;)
Beijo