quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A CHAVE PARA REBECCA de Ken Follett (Bertrand)

As duas virtudes cardinais na guerra são a força e a fraude” Thomas Hobbes

Livro de 1980. A entremear leituras de outro fôlego, sinto por vezes necessidade de algo mais descontraído. De algo mais no género policial, thriller ou uma aventura qualquer que entretenha mais do que obrigue a pensar. Sem querer catalogar de forma nenhuma, nem o autor, nem a obra em questão, o facto é que é um daqueles livros que, de tão bem escritos, com um ritmo tão intenso e com uma trama bem estudada, nos proporcionam momentos de evasão e prazer. O que faz de um livro um verdadeiro “page turner” como este? Há decerto imensas receitas e outros tantos cursos de escrita mais ou menos criativa que vendem essa receita. Para mim, no entanto o segredo está sobretudo no ritmo. Na sequência de eventos, numa logica de episódio que revela episódio e na maior parte das vezes com um ou mais segredos ou mistérios em pano de fundo. Assim uma espécie de armadilha mental, com numerosas iscas a atrairem o leitor de evento em evento até ao desenlace final. Ken Follett é um nome seguro no circulo restrito dos vendedores de topo. Muitos milhões de livros vendidos, muitas obras adaptadas para pequeno e grande ecrân ( O Buraco da Agulha, ou mais recentemente o sucesso televisivo tardio de “Os Pilares da Terra”, este de 1989), fazem com que, a exemplo de alguns outros, este seja um nome que é bem visivel em prateleiras e escaparates de grandes superficies, quiosques e lojas de aeroporto. O que, se pensarmos melhor tem indiscutivel mérito. Esta (re)edição de 2010, não deve por isso ser dificil de encontrar. Um bom livro para acompanhar estes dias invernosos, de preferência com boa luz e uma poltrona confortavel para pelo menos fugir ao desespero que é a programação televisiva desta altura de Festas. Não é este o livro que vos vai mudar a vida mas é entretenimento garantido. E isso já é muito mais do que muitos se podem gabar de produzir. E last but not the least, a Rebecca aqui, é mesmo o livro de Daphne du Maurier, que Hitchcock tão brilhantemente adaptou para o cinema em 1940. Feliz Natal a todos!Boa Semana e Boas Leituras!!!
Na Mesinha De Cabeceira:
MIRAGEM DE AMOR COM BANDA DE MUSICA de Hernán Rivera Letelier(Quetzal)
ARCO-IRIS DA GRAVIDADE de Thomas Pynchon (Bertrand)
A CONSCIÊNCIA E O ROMANCE de David Lodge (ASA)
C de Tom McCarthy (Editorial Presença)
O JOGO DO MUNDO de Julio Cortázar (Cavalo de Ferro)
DIÁRIO PARA ELIZA de Lawrence Sterne (Antígona)
O HERÓI DISCRETO de Mário Vargas Llosa (Quetzal)
HISTORIAS DE LOUCURA NORMAL de Charles Bukowski (Alfaguara)
ESTRADA PARA LOS ANGELES de John Fante (ALFAGUARA)
AS PRIMEIRAS COISAS de Bruno Vieira Amaral (Quetzal)
A RAPOSA AZUL de Sjon (Cavalo de Ferro)
À MESA COM KAFKA de Mark Crick (Casa das Letras)
LISBOA (A cidade vista de fora 1933-1974) de Neil Lochery (Editorial Presença)
ESCREVO PARA AJUSTAR CONTAS COM A IMPERFEIÇÃO de Ricardo Guimarães (Modo de Ler)
FUGAS de Alice Munro (Relógio D´Àgua)
DEIXA LÁ e MÁS NOVAS de Edward St Aubyn (Sextante Editora)
LIBRA de Don DeLillo (Sextante Editora)
CRÓNICAS DO AUTOCARRO de Manuel Jorge Marmelo (Ed. Autor by Oporto Lobers)
RELATÓRIO DO INTERIOR de Paul Auster (ASA) 


Sem comentários: