segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

5ª AVENIDA de Candace Bushnell ( Oficina do Livro)

Ninguém sobe tão alto como quem não sabe para onde vai CROMWELL

Continuamos pois, de acordo com o proposto na semana passada, a utilizar como pano de fundo para estas sugestões, a cidade de Nova Iorque. E, para alterar um pouco o registo de leitura, proponho um livro de Candace Bushnell. Esta autora, que dispensará mais apresentações que não sejam o de ser a autora de “Sexo e a Cidade” (coluna que a própria escrevia no “The New York Observer” e que deu origem a um best seller, à série televisiva com o mesmo nome e ainda a dois filmes de grande êxito comercial). Já tive oportunidade de ler outras obras da autora, e, se os ambientes e o tom, andam invariavelmente à volta do mesmo: mulheres jovens e euas ambições e frustrações em ambientes cosmopolitas e sofisticados, não é menos verdade que esta autora o faz melhor que ninguém. Como diz um autor que muito prezo, escrever simples é o mais dificil. E estes livros, são, para além de entretenimento garantido, de uma percepção de um determinado universo feminino a toda a prova. Este “5ª Avenida”, tem como marco central da história, um edificio em Manhattan, Nova Iorque. É um edificio especial, um endereço cobiçado e um simbolo de status. Nesta morada cohabita o dinheiro velho, com as grandes fortunas de arrivistas e novos-ricos. É da leitura que cinco mulheres fazem desse quotidiano novaiorquino em que o glamour e as pequenas e grandes ambições se cruzam, que a história se serve para nos oferecer mais um conjunto cruzado de vivências que, acima de tudo nos divertem e entretém. Já por várias vezes aqui defendi, que a chamada “literatura de aeroporto” não existe, pelo menos para mim. O melhor principio para julgar um livro é pelo que ele nos deixa depois de o terminarmos. Se, como neste caso, nos deixar uma sensação agradável, de termos entrado a convite de uma ou um escritor, num universo que normalmente nos estaria vedado, como é o deste “5ª Avenida”, e dele sairmos com satisfação, está mais que cumprido o seu papel enquanto livro, que é o de contar uma boa história. Este é assim, conta várias histórias, juntas pelo edifício do nº 1 da Quinta Avenida e fá-lo de forma excelente. A literatura não tem de ser densa, chata, difícil e por vezes impenetrável, para podermos dizer sem pudor que gostamos. Eu gostei, e por isso recomendo, até porque o ler, para mim, não é um dever, é um Prazer! Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:

As Benevolentes de Jonathan Litell (D. QUIXOTE)

Peregrinação de Enmanuel Jhesus de Pedro Rosa Mendes (D. Quixote)


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