terça-feira, 17 de maio de 2011

OS 36 HOMENS JUSTOS de Sam Bourne (Edições ASA)

“Quando muitos homens estão juntos, é preciso separá-los pelos ritos, senão matam-se uns aos outros” JEAN PAUL SARTRE

Com uma regularidade que impressiona, cá vou recebendo ofertas de leitura de alguns queridos Amigos. Esta veio do Ricardo Alexandre, meu compadre portuense radicado na Capital do Império por razões profissionais, a quem mais uma vez tenho que agradecer. É de facto uma novidade para mim, quer o livro, quer o seu autor. Sam Bourne é o pseudónimo literário do jornalista Jonathan Friedland, que é da excelente colheita de 1967 e escreve para o Guardian e o London Evening Standard. Este é o seu primeiro romance. E, se venho aqui sugeri-lo é porque me parece ser um excelente livro a ter em conta para as férias. É um livro de entretenimento garantido. Mais um dentro do agora mais do que florescente universo das teorias da conspiração. Aproveita bem o tema de um eventual apocalipse previsto na Cabala, e conta, de forma bem contada uma aventura de contornos policiais que se lê com bastante agrado. Se forem fãs deste género de livros, tem neste algumas horas de muito boa leitura. Aparentemente, ao que consegui saber, tudo o que se diz no livro é teológicamente correcto, vamos assim percorrer um mundo diferente do nosso, onde entram seitas cristãs extremistas e mais, sobretudo, a comunidade de judeus hassídicos de Crown Heights em Nova Iorque. Sam Bourne, consegue um romance de bom nivel, dentro deste género, claro está e que concorre com muitos dos nomes mais sonantes deste tipo de literatura. Eu, ao contrario de muitos que tem algum pudor em admitir que “baixam o nível” das suas leituras (se é que sabem o que eu quero dizer...) gosto muito de intervalar leituras mais pesadas e densas que por vezes faço, com algo mais ligeiro e que disponha bem. Para isso nada melhor do que arranjar uma boa história detetivesca, com raptos, assassinios e uma trama bastante intrincada por detras. Este livro que hoje se sugere tem como personagem principal um jornalista do New York Times, que cobre dois crimes que nada faz supor estarem ligados entre si, e coincidentemente com esse facto a sua mulher é raptada. Há um caminho que conduz vertiginosamente a conclusões e cenários dificeis de antecipar. Lê-se com vontade e provoca aquele “factor L” (de Leitura compulsiva) de que muito falo nesta coluna e que é um dos pormenores que me faz ou não sugerir leituras. Este livro tem-no.Há livros que cumprem na integra o papel para que foram escritos e este é seguramente um deles. Ao fazer a mala para as férias, que felizmente já não estão assim tão longe, considere “empacotar” estes 36 Homens Justos, vão ver que não se arrependem...os 37!Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:

A Casa Verde de Mario Vargas Llosa (Dom Quixote)

Suite Francesa de Irene Nemirovsky (Dom Quixote)

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