terça-feira, 2 de outubro de 2012

O CONDE DE MONTECRISTO de Alexandre Dumas


"A vingança é o manjar mais delicioso, condimentado no Inferno" Walter Scott


Percorrendo a lista de livros que por aqui vou sugerindo e olhando para a estante, a estante de facto aqui de casa, assinalo uma outra falha que merece correção imediata. Obrigado que sou, por motivos pessoais e profissionais a uma certa “desaceleração” na minha velocidade de leitura habitual, não quero no entanto deixar de ir sugerindo leituras, que como esta de hoje, são intemporais, e acrescento, de aposta completamente segura. A única dificuldade que se me afigura aqui será no entanto a de encontrar quem nunca tenha lido “O Conde de Montecristo”. É uma obra absolutamente magistral, um clássico a todos os títulos. Ainda conservo os três volumes de uma edição do Circulo de Leitores dos anos oitenta que já por várias vezes reli. É o romance onde impera por excelência o desejo de vingança. A reviravolta do destino que permite ao pobre injustiçado aceder a riquezas fabulosas que lhe dão os meios necessários para corrigir e reparar todas as maquinações que contra ele tinham sido perpetradas. Edmond Dantés, o mais que famoso protagonista é falsamente acusado e preso no Castelo de If, do qual se evade numa das mais famosas fugas literárias da prisão de todos os livros, para encontrar um tesouro de proporções inimagináveis que lhe vai proporcionar a queda de todos os que o haviam prejudicado. Sendo como para mim foi, e suponho que para muitos também, um romance típico de aventura, e que li na adolescência, não tenho no entanto qualquer pejo em recomendar a sua leitura a quem, eventualmente o não tenha feito. Este é um dos casos em que quaisquer obras de cinema e televisão que adaptaram este livro, nunca (apesar de não as ter decerto visto todas), nunca fizeram completa justiça à belíssima e poderosa obra de Alexandre Dumas. Recomendo com toda a convicção. Se há livros que propagam, disseminam e contaminam o leitor com o vírus da leitura compulsiva, este será com toda a certeza uma das estirpes mais resistentes, no tempo e em qualidade dessa magnifica doença. É uma das pedras basilares da leitura no que a mim me diz respeito, por isso é com imenso prazer que aqui o venho relembrar e sugerir. Vão pensando neste livro como uma das mais válidas opções para oferta, a vós próprios ou a gente de quem gostem. Voltarei na próxima semana a sugerir coisas, ia dizer mais atuais, mas a natureza humana descrita n´”O Conde de Montecristo” é a de sempre, pelo que melhor dizendo, voltarei na próxima semana a recomendar leituras de edição mais recente.

Boa semana e … Melhores Leituras! J

Na Mesinha De Cabeceira:
REVER PORTUGAL de Jorge de Sena (Guimarães)


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