terça-feira, 2 de outubro de 2012

PERRY MASON O CASO DAS GARRAS DE VELUDO de Erle Stanley Gardner (Edições ASA)


"A confiança é a mãe dos grandes actos." Friedrich Schiller


Seguindo uma linha de alguma coerência com os propósitos que ditaram a ideia original desta coluna. A sugestão ( e, ressalvo uma vez mais que se trata apenas de sugestões de livros e não de critica ou de análise literária ) de livros que vou lendo ou relendo, ou, que também por conselho de amigos e conhecidos me vão chegando, gostava de deixar aqui mais esta indicação de leitura da obra de Erle Stanley Gardner. Já o fiz e com toda a certeza o voltarei a fazer. Esta semana, a este propósito, trago a primeira obra deste autor e onde surge o celebérrimo Perry Mason pela primeira vez num romance. A sugestão em si é mais emblemática e simbólica, por se tratar de uma obra em que se abre um caminho e se cria um nome que ficará como uma das marcas indeléveis da literatura policial do Séc. XX, do que pelo livro e pela história em si. Não se fique no entanto com a sensação que é uma obra sem interesse ou menor. Não. É um livro que caracteriza uma forma de escrever policiais e que tem o seu lugar nessa escola de escrita, onde se nota já muito do que virá a ser o universo literário de Perry Mason que ao longo de décadas e dezenas de volumes criou uma mitologia policiária particular. Este livro é de 1933, o que o torna, depois de lido uma obra absolutamente intemporal. Versa como todos os bons policiais de crime e engano e Erle Stanley Gardner monta aqui um primeiro cenário de voltas e reviravoltas na ação que se tornarão a sua marca distintiva na obra que se lhe seguirá. Surge também aqui desde logo as personagens chave Della Street e Paul Drake que acompanharão Mason pela totalidade da obra. Vou nos próximos tempos, e porque o ambiente geral me parece propô-lo com alguma propriedade e atualidade tentar indicar obras de escritores e pensadores portugueses que tenham refletido sobre Portugal enquanto nação. Assim, estarei nos próximos tempos em leitura da obra de Jorge de Sena que consta abaixo na “mesinha de cabeceira” da qual vos darei conta mal a termine. Aproveito também em jeito final para deixar aqui noticia que uma grande surpresa está reservada para esta coluna e da qual aqui também farei eco logo que tenha a devida confirmação. Esperando sempre depositar uma pequena semente que leve ao desejo de ler despeço-me com Votos de Bom fim de semana e… Melhores Leituras! J


Na Mesinha De Cabeceira:
REVER PORTUGAL de Jorge de Sena (Guimarães)


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