quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O Ladrão que Estudava Espinosa de Lawrence Block (Livros Cotovia)


"O roubado que ri furta algo ao seu ladrão” William Shakespeare
Há já algumas edições que aqui não se sugeria um policial. É, como se pode concluir da percentagem assinalável de sugestões do género, uma das minhas leituras favoritas. Este de que se fala hoje foi-me recomendado ( e dado a ler, valha a verdade…) pelo meu bom amigo Miguel Bastos, vimaranense dos sete costados emigrado em terras do Vale do Sousa. E a verdade toda é que até agora não tem falhado um único tiro, este não foi a excepção. Lawrence Block é um autor consagrado ne género, que apesar de tudo me era completamente desconhecido. São os casos em que mais prazer tiro da leitura, quando não conheço absolutamente nada do autor e a expectativa está somente ao nível da recomendação. Posso-vos dizer que gostei, apesar de também me ter sido dito que haverá obras menos conseguidas por Lawrence Block, esta não é certamente uma delas. De qualquer forma, como tenho o hábito de fazer, vou mais uma vez desfiar o novelo das obras deste autor e estarei atento ao que me aparecer. Lawrence Block tem enorme sucesso com, sobretudo, duas personagens diferentes nos seus romances uma é um ex-policia alcoólico Matthew Scudder, cujos livros decorrem num ambiente mais pesado e Bernie Rhodenbarr, o simpático e urbano ladrão que é a personagem principal deste “Ladrão que estudava Espinosa”. É um registo realmente ligeiro este onde se move Bernie e a sua parceira Carolyn, que fazendo justiça ao dito “ladrão que rouba ladrão…” rouba a namorada a Bernie. Neste livro, e nas obras em que Rhodenbarr é o protagonista, cabe-lhe normalmente provar a sua inocência num crime que não cometeu, e neste, em particular, tem que provar que é tão somente um simples ladrão e não um assassino. É uma trama bem montada, que só se revela completamente nas ultimas páginas, na melhor tradição da escrita policiária. Personagens interessantes, um enredo na melhor tradição policial e algum humor, fazem deste livro uma boa companhia para algumas horas. Um livro já de 1980, e que, repito, me vai obrigar a mais uma busca de novas obras deste autor que me despertou definitivamente a curiosidade. Boas Leituras!

Na Mesinha De Cabeceira:
Kyoto de Yasunary Kawabata (Dom Quixote)
Ferrugem Americana de Philipp Meyer (Bertrand)
Rever Portugal de Jorge de Sena (Guimarães)
O Escrivão Público de Tahar Ben Jelloun (Cavalo de Ferro)
Uma Mentira Mil Vezes Repetida de Manuel Jorge Marmelo (Quetzal)
Porno Popeia de Reinaldo Moraes (Quetzal)


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